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Portugal

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Portugal (de nome oficial República Portuguesa) fica situado no sudoeste da Europa, na zona Ocidental da Península Ibérica e é o país mais ocidental da Europa, delimitado a Norte e a Leste pelo reino de Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico. O território de Portugal compreende ainda as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, situados no hemisfério norte do Oceano Atlântico.

Durante os séculos XV e XVI, Portugal era a maior potência económica, social e cultural do mundo, com um vasto império mundial. É hoje um país desenvolvido, economicamente próspero, social e politicamente estável e humanamente desenvolvido. Membro da União Europeia desde 1986, é um dos países fundadores da Zona Euro, NATO (ou OTAN) e da OCDE.

Capital Lisboa (38°42'N 9°11'O)
Língua oficial Português
Governo Democracia parlamentar
Formação (868 d.C.)
- Independência: 24 de Junho de 1128
- Reconhecida: 05 de Outubro de 1143

Área
- Total: 92,391 km²
- Água: (%) 0.5

Fonte: wikipedia

 
 


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 BLOG AMIGO DO AMBIENTE

  segunda-feira, novembro 28, 2005

  PULO DO LOBO 

 


I.

Apura o ouvido
À história que te vou contar,
Que é lenda caída em olvido,
De tempos esquecidos,
E que agora vou recordar.

II.

Há um lugar
Onde uma ferida se desenha
Na rocha que sangra
Um Guadiana em fúria.
Um lobo aperfeiçoa a manha
E a destreza de o pular.

III.

Uma moura havia
Que na alva manhã
Carregada descia
As roupas para lavar.
Lava-as cantando,
Que entretanto,
Uma magia se espraiava no ar.
Era canto levado na corrente,
À gente que se abeirava ao mar.

IV.

Ouvia o lobo este canto,
Que num doce manto
O veio aroupar.
Sentiu que por artes e alquimias,
Pelas estranhas manias
De um destino cruel,
Foi-se o lobo apaixonar
De uma morena
Que andava a lavar
Roupa no Guadiana.

V.

Um dia,
Embriagado pela coragem,
Pulou até à margem
Onde a moura lavava.
A andaluza sorriu,
E nesse sorriso uma perdição,
Apaixonado uivava
O lobo, que lhe roubavam o coração.

VI.

Repetiam-se as visitas
Na directa proporção dos dias que se seguiram,
A moura cantava,
O lobo uivava,
Abafando o ruído da corrente.
Juntou-se-lhe a gente
Que queria ver o pulo do lobo.

VII.

De manhã cedo,
Velada ainda pela neblina,
Cantava a moura letras de outras paisagens,
Não tardou o lobo a espreitar no rochedo,
Correndo valente ao salto,
Espreitando a outra margem,
Alimentava-o a coragem,
Que a prática e destreza soube polir.

VIII.

Num dia nascido para a má memória,
Ao canto da moura ocorreu o lobo.
Reza a história
Das gentes do lugar,
Que as forças quebraram,
Que a rocha estava húmida e resvaladiça,
Que o lobo confiado não soube descontar,
As pedras que na noite se soltaram
E não o puderam salvar.
Sei-o eu, caro leitor,
Porque não pode o lobo saltar,
Pesava-lhe o coração pelo amor
Que era carga que não pode aguentar.
O pulo fez-se curto
E imensa se tornou a solidão.
Abraçou-o o Guadiana
Que o levou ao mar.

IX.

Chorou-lhe a moura a ausência,
Num sofrimento sentido,
E para que não caísse em olvido
Deixou-se lá ficar.
Um dia, outro dia….
Numa soma que não posso precisar.
Estendeu-se na margem envelhecendo,
Deixando-se ficar.

X.

O Guadiana tornou-se lágrima
Tocando o corpo rugoso que chora,
É a moura que eternizou a espera,
Como eterna é a demora.
Espraiam-se as rugas
Na margem do Guadiana,
No sussurro da corrente,
Diz a gente,
Que se ouve ainda cantar,
É a moura que chama o lobo
Que num pulo há-de chegar.

Escrito por João Miguel Pereira

Um pouco de música :: Concerto Violino Op. 77 - Itzhak Perlman

--
FONTE

- Foto disponível na URL: A Arrelia do Quico

 

NA ESCURIDÃO DA NOITE - O blog do poeta anónimo

 


11 Comentários:

Blogger Kismet disse...
Que poema tão, fresco, tão bucólico... delicioso! Faz-nos crer que o ouvimos da boca de um autêntico menestrel. Fiquei curiosa em saber se essa lenda é realmente popular, ou se não...
28 novembro, 2005 18:58  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ disse...
Fantastico...como sempre... fico sem palavras para cometar...
Bjx
29 novembro, 2005 00:24  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ disse...
*comentar...
29 novembro, 2005 00:25  
Blogger Pedro Nobre disse...
Simplesmente belo e fantástico o conto que nos deixas... uma história de puro amor.

Pedro Nobre ;)
29 novembro, 2005 01:04  
Blogger few_words disse...
Palavras para quê... O sítio é mágico, como que saído de um conto de fadas, tu aumentaste-lhe o encanto... bj
29 novembro, 2005 14:16  
Blogger papagueno disse...
Este é simplesmente FANTÁSTICO, LINDO!
29 novembro, 2005 19:36  
Blogger ¦☆¦Jøhη¦☆¦ disse...
Já visitei esse local maravilhoso pelo menos 2 vezes (que me lembre), confesso que não conhecia essa lenda que aqui descreves na perfeição neste lindo e rico poema. Obrigado por aumentares um pouco mais o meu conhecimento... gosto sempre de conhecer.

Abraço, João.
29 novembro, 2005 20:25  
Blogger João disse...
Cara Kismet:

A lenda foi cirada por mim, a partir do nome do lugar (perto de Mértola. a beleza natural inspirou-me a criar uma lenda sobre o local... e aqui está!!!
29 novembro, 2005 22:52  
Blogger Daniel Henrique disse...
gostaria de expor teu poema em minha pagina da web gostei muito, pois refere-se a como me encontro neste momento!

e-mail: bastos.dh@gmail.com
14 fevereiro, 2007 23:00  
Blogger CF disse...
Simplesmente magnífico! :) Adorei ler e ainda reforçou mais a minha vontade de conhecer o local.

Parabéns ao autor. 5*
02 abril, 2009 11:44  
Anonymous Anónimo disse...
POR CURIOSIDADE PESQUISEI E FIQUEI COM MAIS VONTADE DE CONHECER O LOCAL...MARAVILHOSA A FORMA COMO É DESCRITA A LENDA
04 abril, 2010 23:05  

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